Ah, como é bom ter 18 anos! Sentir que o mundo é todo seu, que tantas coisas ainda estão por vir, que existem privilégios implícitos sociais... Por isso um grupo de 3 ou 4 jovens sentam-se espalhados pelo corredor do metrô ou na lanchonete - e acham que tem todo o direito para isso, sem pensarem nos outros, que não tem obrigação nenhuma de aguentar algazarra e barulho na disputa por quem é mais no grupo. O jovem luta para ser alguém no mundo, por isso se "espalha", se "esparrama", no sofá da sala, no banco do shopping, na escada de passagem...
Mas o pior de toda essa sensação - que passa, graças a Deus - é acreditar que tudo de ruim acontece com os outros, nunca com ele. Hello, camisinha não serve só para evitar uma gravidez indesejada!!! Estatísticas recentes publicadas nas grandes mídias mostram que o índice de contaminação por HIV aumentou nos jovens!
Fico chocada por saber que também marmanjos e marmanjas, adultos há tempos, também mantêm relações sem usar a camisinha! Se idade fosse medição de sabedoria, nenhum idoso ficaria com doenças progressivas, tipo cirrose por alcoolismo, câncer de pulmão por anos de fumo, etc. Pessoas que conheço, clientes, amigos de amigos, de excelente poder aquisitivo e nível sócio-cultural alto, infelizmente não tem gravados nas suas partes íntimas que CAMISINHA É OBRIGATÓRIA EM QUALQUER RELAÇÃO SEXUAL, SEJA COM UMA PESSOA CONHECIDA HÁ POUCO, SEJA COM UM PARCEIRO FREQUENTE!!! E exames para detectar HIV, sífilis, gonorréia e HPV entre outras doenças sexualmente transmissíveis são parte fundamental para um relacionamento entre duas pessoas. Os meus exames são feitos todos os anos, e os últimos tem 2 meses!
Ser um cidadão consciente não é só não jogar lixo pela janela do carro, é também ter consciência das doenças que pode ter e como não infectar outras pessoas!!!
Deus, que minha prece seja ouvida.
Que aqueles que ainda não desistiram de serem seus filhos relembrem os valores morais e tenham o discernimento e o livre-arbítrio para viver no Bem, com vontade férrea para instalar a Paz e a Justiça, e aqueles que desistiram de serem humanos encontrem novamente este caminho.
Que todos resgatem, dentro de si, a semente da Bondade,
do Brio,
da Compostura,
da Consideração,
da Coragem,
da Decência,
da Dignidade,
da Distinção,
da Ética,
da Grandeza,
da Honestidade,
da Honra,
da Humildade,
da Humanidade,
da Integridade,
do Merecimento,
da Probidade,
da Pureza,
do Respeito,
da Retidão,
da Simplicidade,
da Sinceridade,
da Verdade e da Virtude,
E que todas estas qualidades sejam relembradas e reabsorvidas por cada indivíduo neste planeta, de qualquer sexo, idade, raça, crença e cultura, para que todos nós possamos transformar esse mundo em que vivemos hoje, agora e sempre, em Verdade, Beleza e Bondade.

Extraído na íntegra do site da Ortobom:
"1ª fase:
É a fase do adormecimento. Essa fase pode durar de alguns instantes até 15 minutos e ocupa de 5% a 8% da noite de sono. Funciona como uma espécie de zona intermediária entre estar acordado e dormindo. O cérebro produz ondas irregulares e rápidas e a tensão muscular diminui. A respiração fica suave e os pensamentos do mundo desperto flutuam pela mente. Se for acordada nessa fase, a pessoa reagirá rapidamente, negando que estava dormindo.
2ª fase:
De um sono mais leve.
A temperatura corporal e os ritmos cardíaco e respiratório diminuem. As ondas cerebrais diminuem ainda mais. Essa fase ocupa de 45% a 55% do tempo total do sono, durando cerca de 20 minutos. As ondas do cérebro alongam-se, regularizam-se e são afetadas somente por alguma atividade elétrica isolada e repentina. Nesta fase, a pessoa cruza definitivamente o limite entre estar acordada e dormindo. Se alguém levantar suavemente a pálpebra de uma pessoa nessa fase do sono, ela não acordará. Os olhos já não respondem a um estímulo.
3ª fase:
O corpo começa a entrar no sono profundo. As ondas cerebrais tornam-se grandes e lentas. É uma fase rápida. Dura cerca de dez minutos por ciclo, o que corresponde a uma média de 5% do tempo na cama.
4ª fase:
É o sono profundo, onde o corpo se recupera do cansaço diário. Essa fase é fundamental para a liberação de hormônios ligados ao crescimento e para a recuperação de células e órgãos. Dura cerca de 55 minutos, não mais que 20% da noite. A pessoa fica totalmente inconsciente. Está tão fora do mundo que nem uma tempestade poderá acordá-la.
Sono REM:
A atividade cerebral está a pleno vapor e desencadeia o processo de formação dos sonhos. Os músculos ficam paralisados, as freqüências cardíaca e respiratória voltam a aumentar e a pressão arterial sobe. É o momento em que o cérebro faz uma espécie de faxina geral na memória. Fixa as informações importantes captadas durante o dia e descarta os dados inúteis. Durante o REM, os músculos longos do tronco, os braços e as pernas estão paralisados, mas os dedos das mãos e dos pés podem contrair-se. O fluxo sanguíneo em direção ao cérebro aumenta e a respiração fica mais rápida e entrecortada. REM é a fase dos sonhos vividos. Se a pessoa for acordada aqui, provavelmente recordará fragmentos de suas fantasias. Depois de 10 minutos de REM volta-se a descer às fases de sono quieto.
Nas primeiras horas da noite predomina o REM. Pela manhã, percorre-se de quatro a cinco vezes o circuito do sono completo."
Extraído na íntegra do site de Stephen Kanitz:
"Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super-confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça que já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação do público, é que o ator se relaxa e parte tranqüilo para o resto do espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada novo artigo que escrevo, e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam.
Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?
Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.
Segurança depende de um processo que chamo de "validação", embora para os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.
Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição.
Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: "Você tem significado para mim". Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: "Gosto de você pelo que você é". Quem cunhou a frase "Por trás de um grande homem existe uma grande mulher" (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.
Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o "máximo", que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o "máximo" são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.
Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder.
Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.
Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um "valeu, cara, valeu".
Você já validou alguém hoje? Então comece já, por mais inseguro que você esteja.
Stephen Kanitz
Artigo publicado na Revista Veja, edição 1705, ano 34, nº 24, 20 de junho de 2001, pág.22"
Autoria de Suzana Herculano-Houzel
"Eu nunca tinha vestido um sári. Estava na Índia fazia duas semanas, visitando a família do meu noivo, e todas as manhãs acompanhava, admirada, os movimentos precisos e delicados da minha futura sogra enquanto ela se enrolava em metros e mais metros de seda colorida. O tecido formava uma saia longa que, graças a dobras estrategicamente posicionadas, permitia o movimento livre das pernas, depois se transformava num belo drapeado que cobria os seios, e por fim sua extremidade repousava displicentemente sobre o ombro esquerdo, enfeitando as costas.
Eu também queria usar um. Achava lindo, e queria me vestir como as indianas, não como turista – ainda mais porque na rua, ao lado do meu futuro marido, eu passava facilmente por uma natural do norte do país. O tecido nós já havíamos encontrado, em uma loja de sonhos onde sáris para todos os gostos e orçamentos se empilhavam nas prateleiras. Mas faltava encontrar o costureiro que fizesse um choli sob medida, a mini-blusa milimetricamente ajustada ao busto e aos braços, feita sempre do mesmo tecido do sári. Os dias se passavam, e ainda nada de costureiro.
Foi então que comecei a sonhar que eu vestia um sári. Toda noite, durante uma semana, em sonhos eu colocava meu sári, passo a passo, exatamente como vira minha sogra fazer. Da direita para a esquerda, começando pela frente, eu sonhava que ia me enrolando, preparando as dobras nos lugares certos com trejeitos copiados da Surya, até terminar com o comprimento exato de tecido pousado sobre o ombro esquerdo.
Quando por fim pude vestir meu sári, surpresa: foi como se houvesse feito aquilo todos os dias da minha vida. Meu noivo ficou impressionado. A saia caía por igual até um centímetro do chão, sem pontas arrastadas ou curtas demais; as dobras estavam nos lugares certos, sem engruvinhar nos quadris; a ponta sobre o ombro começava certinho na marca do bordado. Mesmo sem “prática” no mundo real, eu já aprendera o procedimento: meu cérebro havia treinado em sonhos.
É isso o que a neurociência hoje comprova: o sono, incluindo o período de sonhos, é para o cérebro um período de aprendizado intensivo, e não exatamente de descanso. O caminho até a comprovação foi longo, mas não por falta de idéias sobre a importância do sono. Alguns cientistas acreditavam, e continuam acreditando, que o sono serve para reforçar circuitos que cuidam dos comportamentos mais básicos e inatos dos animais, como andar e caçar. Outros supõem que ele deve servir para apagar memórias desnecessárias, “fazendo espaço” no cérebro para que ele aprenda coisas novas no dia seguinte. Outros, ao contrário, acham que o sono é necessário para que o aprendizado se cristalize na forma de modificações permanentes no cérebro. Para esses, o sono seria a oportunidade de o cérebro “fechar para balanço”, rever os acontecimentos importantes dos últimos dias, reforçar esses registros, e passar a limpo anotações recentes – exatamente como estudantes fazem com seus rascunhos.
É esta a idéia que vem ganhando força nos últimos dez anos, a partir da descoberta de que é necessária uma noite de sono – e com sonhos, mesmo que eles não sejam lembrados – para o cérebro consolidar o que foi aprendido durante o dia. Sem sono, nada feito: qualquer esforço diurno de aprenzidado é desperdiçado. Os efeitos benéficos do sono para o aprendizado provavelmente vêm da alternância de ciclos de sono com e sem sonhos ao longo da noite. Talvez o sono sem sonhos sirva como um “restaurador” do funcionamento do cérebro exaurido ao longo do dia, e pré-requisito para que na fase seguinte, com sonhos, ocorram as modificações necessárias nas conexões entre os neurônios – as sinapses – para que o aprendizado se instale de modo permanente.
O sono, completo com sonhos, parece ser tão eficaz como período de passar a limpo anotações temporárias feitas pelo cérebro que um ciclo completo de pouco mais de uma hora já traz benefícios ao aprendizado do dorminhoco. Sonecas diurnas, tantas vezes consideradas sinal de preguiça, hoje são uma maneira cientificamente comprovada, e quase tão boa quanto uma noite inteira de sono, de ajudar o cérebro a aprender – desde que elas sejam longas o suficiente para incluir uns bons 20 minutos de sonhos.
Mais do que simplesmente passar a limpo o que começou a ser aprendido durante o dia, no entanto, os sonhos são um grande tubo de ensaios para a mente. Hoje já se sabe que a imaginação recruta as mesmas regiões do cérebro ativadas por sensações “verdadeiras”, vindas de fora. E o mesmo acontece durante os sonhos. Portanto, o que se vê e se sente durante os sonhos, incluindo emoções, são para o cérebro tão reais quanto tudo o que vem de fora quando se está acordado – e com um bônus adicional: sonhando, vale tudo. Primeiro, porque os sonhos são absolutamente privados; e segundo, porque o cérebro tem um mecanismo que bloqueia praticamente todos os movimentos do corpo durante os sonhos, o que garante por exemplo que ninguém vai revelar segredos ditos em sonhos, nem sair chutando o parceiro na cama se sonhar com um ladrão. Por isso, em sonhos é possível ensaiar reações a boas e más notícias, se acostumar com a idéia de uma prova temida, treinar um concerto de piano ou um pedido de casamento ou se abandonar a fantasias sexuais as mais ousadas, sem sofrer conseqüências… e até praticar como enrolar um sári ao redor do corpo. Enquanto isso o cérebro, aparentemente desligado e descansando, anota tudo furiosamente; ao despertar, depois de tanto treino, os dedos encontram habilmente sua posição na seda.
E como desenrolar um sári após o uso? Ah, fácil. Isso qualquer namorado, noivo ou marido descobre rapidinho. Nem é preciso sonhar para aprender…"